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UBIRATAN SURUÍ

O fotógrafo Ubiratan Gamalodtaba Suruí é do povo Paiter Suruí e vive na aldeia Lapetanha, na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia. Através da fotografia, revela o dia-a-dia de sua comunidade, as ameaças a seu território e as riquezas culturais paiter suruí. Ubiratan é formado em Tecnologia em Gestão Ambiental (UNOPAR) e atualmente cursa Ciências Humanas (UNIR), além de integrar a coordenação da Associação Metareilá [https://www.paiter.org]. Ubiratan fez parte do elenco do premiado documentário “Ex-Pajé” (2018).

LAB

Estrutura interior da maloca tradicional do povo Paiter Suruí. Antes do contato com os não-indígenas em 1969, várias famílias dividiam a mesma moradia, que era maior e mais espaçosa. Existia apenas uma aldeia e várias construções grandes, mas a partir da década de 70, os Paiter passaram a formar novas comunidades.

Aldeia Lapetanha – Yapetãy

O nome vem da palavra “yapetãy”, que em tupi-mondé significa “pessoa vesga”. Segundo os anciãos, um seringueiro estrábico morava no local. Depois da demarcação do Território Tradicional, ele foi expulso pelos indígenas, que anos depois criaram uma aldeia na mesma região.

Meah

Espaço para descanso, reuniões e receber visitas na aldeia. Diferentemente do “Lab”, “Meah” é um espaço todo aberto onde a comunidade se reúne para dividir a caça e deitar nas redes para contar histórias.

Marimop Suruí – Amõ

Um dos sobreviventes da pandemia de sarampo que dizimou a maior parte do povo Paiter Suruí logo após o contato (1969). Marimop era pai dos clãs Gamebey (Marimbondo Preto) e nos deixou órfãos de seus conhecimentos em 2011, mas sua lembrança e legado seguem guiando seu clã.

Gasolah

Primeiro turismólogo indígena do povo Paiter Suruí, atualmente coordenador do Centro Cultural Wagôh Pakob, que é um espaço de vivência para compartilhar conhecimentos com outros povos.

Itxira

Panela de barro sendo assada no fogo – uma das etapas para a confecção do objeto. Após ficar pronta, é utilizada para cozinhar carne de caça e fazer bebida fermentada para os rituais sagrados.

Adó – Balaio

Feito com palha de babaçu, o balaio é muito utilizado pelas indígenas para carregar os alimentos das roças. Os Paiter também usavam esse tipo de peça nas longas viagens em busca de novos territórios fugindo da recolonização – jornadas que muitas vezes resultavam em conflitos com outros povos.

Wexó

Pintura corporal dos Paiter Suruí feita com a fruta verde do jenipapo. Existem vários tipos de padrões e cada um representa um momento específico. Esta é utilizada durante os rituais de Mapimaí, a Festa de criação do mundo

Garah ka alamãme – Desmatamento

Desmatamento próximo à Terra Indígena Sete de Setembro. Não é de hoje que nossos territórios vêm sofrendo pressão de desmatamento de grandes latifundiários e as queimadas várias vezes invadem nossa reserva, queimando grandes porções de floresta dos Paiter Suruí.